2010 foi de facto o ano de confirmação do festival Optimus Alive. Este ano, batendo recordes de entradas relativamente a anos anteriores. Concertos que marcaram pela positiva, na memória de muitos, como dos Pearl jam, LCD Soundsystem, Gomez, Gogol Bordello, Manic Street Preachers, Skunk Anansie, Jet, Peaches, The XX, La Roux, Florence and the Machine, entre outros e também alguns “Queria mais” principalmente para os Faith no More (Que se esperariam mais irreverentes e com temas que, imperdoavelmente, falharam como grandes clássicos supostamente que eram), Legendary Tigerman por ter ficado incomodado pelo barulho dos palcos ao lado e pela pouca publicidade ao palco virtual que por si, veio conquistando fãs ao longo dos três dias do evento.
O leitor poderá pensar agora o seguinte: Depois de uma segunda passagem em tão pouco tempo dos Pearl Jam como grandes cabeças de cartaz capazes de esgotarem o recinto, qual será o artista ou banda capaz de manter a fasquia elevada, como foi este ano? Repetir Metallica? Alvaro Covões e a sua equipa, bem como os parceiros já pensam na próxima edição, porém é uma pergunta pertinente: Quem! Poderá a EIN conseguir uns ACDC (que é artista R&B no que se refere a concertos de grandes bandas em Portugal) ou uns Depeche Mode? Talvez Red Hot Chilli Peppers... Tudo isto são tiros ao ar, mas temos de pensar que este ano a fasquia esteve bem alta.
A edição deste ano não apostou tanto em quantidade de bandas nacionais como nos anos anteriores, mas sim em nomes mais fortes, o que não poderá ser considerado de negativo, mas a ter algum cuidado. Existem muitas bandas e artistas emergentes que necessitam deste empurrão para conseguirem alguns raios de sol nas suas carreiras. Mas com (e sempre) a qualidade que pautou a escolha dos mesmos.
Nota muito positiva para um quarto palco que não era da responsabilidade da organização. Falamos do palco virtual. Concertos de artistas nacionais em holograma, como Paulo Gonzo, Carminho, Homens da Luta, Gomo, etc, alternando com uns avatars que, mesmo sendo virtuais, fizeram a delicia de todos os que estiveram e presenciaram as maravilhas desta tecnologia, que apesar de não ser nova (Temos em memória os concertos dos Gorillaz, por exemplo) poderá ser muito bem aplicada em várias plataformas dedicadas à musica, publicidade, cinema, etc.
Ficam umas notas à organização para que em próximas edições coloque wc’s e mais postos de venda de bebidas nos acessos ao recinto. O calor e as necessidades das pessoas devem ter tidas em conta, mesmo antes de entrarem até porque, sejamos realistas, o preço dos bilhetes, tanto diários, como os passes de 3 dias ainda é algum dinheiro. Colocar mais máquinas ATM espalhadas por mais pontos do recinto também deve ser tido em conta, devido à distancia das mesmas, como quando deixa de haver dinheiro ou problemas com a empresa que as controla. Também há que falar da parte de comes e bebes. Uma maior diversidade de tascas para comer seria interessante, porque a oferta não era muita. Compreendemos que a logistica pode não ser a melhor para isso, mas julgamos ser exequível. Por fim, apontar baterias para mais actividades dentro do recinto, que não seja quase só a musica. Havia de facto algumas coisas interessantes, como as paredes onde se podia pintar, paredes de escalada, grua com cesto para visualização bem de cima do recinto, entre muitas outras, mas há espaço para mais. Muito mais. O aglomerado de pessoas assim o justifica.
Não podemos deixar de salientar as excelentes condições que a organização proporciona aos profissionais da comunicação social.
Por fim, ficarmos com um gosto agradável de que este festival é e está cada vez mais nas rotas dos principais eventos do género da Europa (E não só, porque vimos pessoas vindas de muitos países e de vários pontos de Portugal, mesmo sem bilhete, sem saber se conseguiriam a sua sorte junto das bilheteiras, fora os já compradores).
A nota é mais que positiva, apesar de lacunas ou problemas, por isso, para o ano, esperamos mais. Muito mais.
7, 8 e 9 de Julho de 2011 são os dias já confirmados para o próximo ano.
Ivan Rodrigues/Filipa Ceia