A sala alfacinha recebeu esta quinta-feira Roberta Sá. Ainda desconhecida para a maior parte, começa a tomar posição no mundo da musica. Esta Brasileira já se tornou um ícone para muitos que já conhecem o seu trabalho. Muitos fãs estiveram na sala, embora tivesse a metade da sua capacidade. No entanto, lá íamos vendo alguns famosos, principalmente ligados à musica. Martinho da Vila era um dos presentes, sentado num lugar mais atrás do anfiteatro, fez questão de ver este concerto.
O espectáculo que nos apresentou faz parte do seu mais recente trabalho (ao vivo) “Pra se ter Alegria”. Visualmente leve e colorido, o cenário antecipava um excelente concerto. O seu traje era vermelho, longo, bem bonito.
Entrada com sucesso para “O Pedido”, uma fusão de vários estilos: Jongo, Reaggae com algumas nuances electrónicas.
O que há de especial nesta artista, é que consegue unir todos os estilos da MPB e ainda cruzar com electrónica. É uma excelente recuperadora de velhos clássicos, dando uma sonoridade bem chamativa ás musicas que apresenta.
“Fogo e Gasolina”, “Alô Fevereiro”, “Interessa”, “ A vizinha do lado”, “Eu sambo mesmo” foram algumas das que passaram pela Aula Magna, depois de uma passagem pela Casa da Música, no Porto.
Mas atenção, que não são só novas roupagens a clássicos que Roberta apresenta. Apresentou “Mais alguém, “Samba de amor e ódio”, algumas musicas de novos autores da musica Brasileira.
Ganhou, não só pela sua postura e simplicidade em palco, mas também pela forma como se envolveu com o publico.
Primeiro encore fica marcado com uma dupla improvável: António Zambujo, em que o fado se mistura com o blues numa harmonia perfeita.
A Aula Magna “Virou” Samba, com “Samba do balanço” e “Sonhar não custa nada” com o publico de pé, dançava ao som da artista e da banda, fantástica, com excelentes músicos.
Findo o concerto, percebe-se a força que a Música Popular Brasileira tem pernas para continuar a correr por esse mundo fora, bem, vivo.
IVAN RODRIGUES