O primeiro dia do Optimus Alive edição de 2010, segundo a organização marcou uma presença de 38.000 festivaleiros sedentos de ver os seus ídolos.
Este ano marcado pela escolha de quem quer rock à séria e mais virado para grandes nomes, já bem firmados nos meandros do sucesso, vai para o palco Optimus, quem quer uma vertente mais pop, vai para o palco Super Bock. Ainda o palco Optimus Clubbing, um palco direccionado para a electrónica.
Novidade este ano para o palco virtual, uma “oferta” de um dos parceiros da organização em que estão lá muitos artistas, mas...virtualmente.
Este ano, sabe-se de antemão, que esta edição do festival é a mais concorrida de sempre e no primeiro dia, vemos passar bandas e artistas fantásticos todos os palcos do recinto.
Pingado também pelo calor que se faz sentir durante o período da tarde, o vento e alguma brisa maritima com uns 19 graus de noite, muitas são as tasquinhas de comes e bebes, diversão e stands. A destacar uma delas, este ano para uma dupla que nos é bem conhecida: Os Homens da Luta.
Vamos ás bandas. Palco Super Bock é sempre o primeiro a arrancar e os grandes destaques da primeira noite levam milhares a uma tenda que este ano é o dobro do ano passado a nível de espaço. É uma aposta ganha porque nomes como La Roux, The XX e Florence + The Machine, são de facto, a confirmação de que o pop e o pop Rock está bem vivo e que as novas tendências estão para ficar. Faz-nos pensar que muitas vezes que nada está por inventar, mas que nos surpreende cada vez mais. Não se fica defraudado com este palco, porque quem gosta de novas tendências e nomes emergentes, é a este palco que tem de ir. Ainda espaço para dedicar uns bravos aos Local Natives, The Drums, Devenda Banhart, Calvin Harris e Burns.
Palco Optimus. Começa forte, bem forte e que delicia o seu publico com uma energia contagiante: Os Biffy Clyro, uma banda Escocesa fantástica que deixa saudades. Fernando Ribeiro traz-nos o melhor do metal nacional e justifica porque é uma das bandas que faz cabeça de cartaz em festivais do género por todo o mundo. Nota positiva para a presença no concerto de Moonspell de Anneke Van Giersbergen, ex líder dos Gathering.
Tempo depois para ir ao armário (não ao baú) provar que os Alice in Chains continuam bem vivos e com um power fabuloso dentro do estilo Grunge, fortíssimo na década de 90. Os Kasabian, apesar de muito mais novos, seguem o concerto, digamos, sem surpresas.
A noite, no palco principal do recinto acaba com o segundo regresso a Portugal dos Faith no More, depois do retorno de Mike Panton à banda depois de um hiato de 9 anos. Nota-se o carisma e uma irreverência mais suavizada na banda, relativamente ao que era no passado. Mike Panton é o bobo de serviço que brinca e fala em bom português para o publico. Falha enorme para os Faith no More quando, mesmo depois de dois encores, não nos brindam com We care a lot, Small victory e I started a joke. São temas obrigarórios para uma banda que se quer de culto. Saem de cena com um tema dedicado ao nosso CR9...Car**** voador.
No palco optimus clubbing grande destaque para Tiga que confirma, uma vez mais, porque é um dos artistas mais requesitados para as pistas de dança.
Este ano, uma novidade. No palco virtual, estiveram, por exemplo, Paulo Gonzo, Gomo, Carminho, Homens da luta e muito mais, mas virtualmente. O palco virtual é para concertos e performances onde os artistas são projectados numa tecnologia, embora já não nova, mas que fazem pensar no futuro na aplicação deste fenómeno tecnológico e do que se pode fazer com ele: Imagens em holograma.
O primeiro dia fica contado e em jeito de conclusão pode afirmar-se que o Alive é, cada vez mais, um destino certeiro para quem gosta de festivais. A presença de cada vez mais estrangeiros é notória no recinto. Nota positiva também para o direccionamento nos corredores da entrada para quem tem passe de 3 dias, diário e para quem tem convintes.
Ivan Rodrigues/Filipa Ceia